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Movimento grevista de 2011 deixa lições importantes

A onda grevista desencadeada por segmentos importantes do funcionalismo público e bancários no segundo semestre de 2011 deixa lições importantes. Em primeiro lugar, fica claro que o proletariado não está disposto a aceitar passivamente a degradação de seu salário diante da escalada inflacionária.


Outra característica das mobilizações, a predominância de greves de servidores públicos – trabalhadores da educação do Rio, de Minas e do Ceará, bombeiros do Rio, Correios e bancários –, deixa clara a prioridade de se incorporar às revindicações mais imediatas a estabilidade no emprego, derrubada pela ditadura.

Mas o destaque maior vem em forma de alerta: sindicatos, federações e centrais abertamente alinhadas aos interesses estratégicos do governo e da burguesia foram obrigados a se lançarem à luta por pressão da base. É o que se chama popularmente de “correr pra frente”. Mas que ninguém se iluda: na hipótese e possibilidade de uma unificação nacional do movimento dos trabalhadores no médio prazo, este sindicalismo pelego se voltará contra os trabalhadores.

O primeiro sinal de que os detentores do capital não estão dispostos a tolerar a luta do proletariado por melhores condições de vida foi dado pela presidente Dilma, ao se afirmar contrária a qualquer aumento salarial que possa ‘comprometer as metas oficiais de inflação’. É evidente que a presidente sabe que a causa principal da inflação está na enorme dívida acumulada pelo governo para financiar gratuitamente o investimento capitalista no país, o que obriga o Tesouro a emitir títulos que fazem a festa do capital financeiro. Ela sabe mas não pode dizer. Porque ela está aí pra isso mesmo: garantir os lucros do capital às custas do trabalhador. Nada de novo.


 

 




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