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Por uma central sindical proletária

 

profs rio
No interior de uma conjuntura mundial de crise aguda do capital, em que a burguesia adota uma estratégia de intensificação da exploração na tentativa de compensar perdas e prejuízos, o proletariado brasileiro vem sendo neutralizado pela política institucionalista hegemônica no movimento sindical. As centrais abertamente alinhadas ao governo e à burguesia – como CUT (PT), Força Sindical (PDT), NCST, UGT, CGTB (MR8) e CTB (PcdoB) – atuam descaradamente na busca permanente de rebaixar e diluir a consciência da classe trabalhadora. As centrais que se posicionam à esquerda, como Conlutas (PSTU) e Intersindical (PSOL/PCB/MTL), acabam não contribuindo para o avanço da consciência e organização independentes do proletariado em função de suas políticas marcadas por objetivos e métodos da institucionalidade burguesa.

Muitos anos antes da ascensão do PT/PCdoB ao governo central burguês, em 2003, a CUT já conciliava com o patronato, participando de câmaras setoriais e esfriando greves importantes como a greve nacional dos petroleiros de 1995, entre tantas outras. Porém, as eleições de 2002 podem servir como uma referência para o processo histórico de diluição das contradições de classe posto em prática pelo reformismo conciliador e pelo oportunismo vanguardeiro trotskista. É fundamental lembrarmos que o poder econômico elegera Lula (PT) e José Alencar (PL) com a ativa participação destes setores da esquerda, em mais que estranha aliança com as grandes forças políticas e econômicas capitalistas, que incluíam as diversas seitas evangélicas e a igreja católica.

AS ELEIÇÕES DE 2002
Enquanto a esquerda do PT participava do governo e o PSTU se perdia em vãs tentativas de ‘justificar’ seu apoio a Lula no segundo turno, o proletariado continuava abandonado às ilusões de que os seus interesses políticos e econômicos, imediatos e históricos, poderiam ser atendidos pelo poder burguês.

Enquanto isso, o capital exigia daquele governo reformas estruturais visando ampliar o superávit primário e desarticular os trabalhadores. As reformas foram votadas no parlamento, uma após outra, somadas a um violento arrocho salarial, a perseguições e combates políticos e ideológicos aos servidores públicos, a suas greves e mobilizações. Estas reformas foram aprovadas, apesar dos votos contrários e abstenções dos parlamentares da esquerda reformista e trotskista, materializando a ineficácia da participação dos trabalhadores na institucionalidade burguesa.

É possível e preciso avançar e acumular forças organizatórias independentes no movimento sindical, mesmo na conjuntura adversa atual. Para isso, contudo, precisamos nos livrar dos vícios do oportunismo vanguardeiro e do reformismo conciliador.


 

 




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