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Contra a conciliação de classes no sindicato

O autodenominado Coletivo dos Educadores Socialistas (CES) fez circular nas redes sociais um agressivo e desrespeitoso libelo contra um nosso militante dirigente do Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro – Sepe-RJ e membro da Oposição Sindical no sindicato, acusando-o, entre outras calúnias, de fascista. O MM5 vem repudiar veementemente este comportamento injurioso e reafirmar sua posição irremovível de defesa intransigente da independência dos trabalhadores, sendo esta posição a razão de fundo do furioso ataque, a pretexto de contestarem o fato de terem sido identificados como governistas pelo nosso militante na assembleia do último 1º de setembro.

Desde 2002, quando o PT e partidos aliados até então de esquerda venceram as eleições presidenciais e assumiram o programa de administração da crise capitalista, anunciávamos a necessidade do combate aberto a esta política. De fato, estávamos diante de uma estratégia governista de confundir o proletariado brasileiro, reforçando a ideologia da conciliação de classes e do consenso.

Fomos os primeiros na esquerda a romper com a CUT e renunciar ao mandato estadual daquela central governista, em 2003. Nos fóruns deliberativos do Sepe/RJ, sempre denunciamos a traição destes setores e a sua passagem para o lado da burguesia. Sempre convocamos as organizações da esquerda, desde o amplo campo da tradição marxista, até os anarquistas, passando pelo reformismo socialdemocrata, a unificar esforços para denunciar ao proletariado as práticas assumidas pelos militantes governistas, cuja intenção foi e sempre será a de ocultar as contradições de classe e a sua participação nas três esferas de governo.

É preciso esclarecer que as atitudes levadas por estes setores para o movimento sindical não são produto de suas ideias individuais, mas, ao contrário, resultado de seus programas político-partidários e de suas táticas formuladas para a intervenção no interior do sindicato. Formulações estas que, de modo geral, buscam influenciar os trabalhadores, no sentido de recuarem na sua luta de enfrentamento aos governos e suas políticas.

Para isso, os governistas se utilizam de um argumento mecânico ao defenderem que a sua inserção político-partidária está desvinculada de suas ações e propostas no interior do sindicato. Segmentos da esquerda chegaram inclusive a se alinharem aos governistas ante as nossas denúncias, tendo inclusive utilizado de instrumentos de poder contra nosso militante naquela assembleia.

O MM5 reafirma portanto seu compromisso inarredável com os interesses do proletariado, sua luta, sua independência de classe. E insiste na necessidade do combate às políticas governamentais de atrelamento dos sindicatos aos planos de cooptação do movimento dos trabalhadores.


Rio de Janeiro, 08 de setembro de 2012


 

 




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