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Da burocracia sindical ao imobilismo político

LulaABC

Lula, símbolo e agente maior da peleguização dos sindicatos no país


Órfão de uma central sindical que o instrumentalize na defesa contra os ataques e o proteja da exploração exercida pela voraz burguesia brasileira, o proletariado nacional – que deveria ser organizado criticamente nos seus espaços de atuação e formado pelos seus sindicatos para intervir cotidianamente na luta de classes, nos seus locais de trabalho e nos seus fóruns deliberativos – assiste a uma acirrada disputa entre CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CGTB, as seis maiores centrais do país, pelos cerca de R$ 370 milhões recolhidos através da contribuição sindical.

Na atual conjuntura de crise mundial do capitalismo, em que a burguesia avança sobre uma massa de trabalhadores mal formada ideologicamente, essas centrais, hegemonizadas pelos partidos da base do governo Dilma, têm exercido com primor seu papel na estratégia geral de imobilização dos trabalhadores, contribuindo para o processo avassalador de opressão, impedindo claramente qualquer manifesta-ção no sentido da construção de uma resistência por parte do proletariado.


Apesar do discurso reconhecidamente à esquerda, Conlutas e Intersindical também não conseguem aglutinar as lutas dos trabalhadores contra as reformas trabalhista e sindical, nem tampouco têm formado seus filiados no sentido de prepará-los a resistir aos sistemáticos ataques sofridos. Enquanto a criminalização dos movimentos sindicais sufoca as manifestações e a organização dos trabalhadores, a esquerda não consegue fechar uma posição por uma central unitária, deixando progredir as reformas estruturais burguesas, que cada vez mais arrocham os salários e imobilizam a classe trabalhadora.


 

 




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