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Quem Somos

O Movimento Marxista 5 de Maio - MM5 é um movimento político fundado e organizado em torno do objetivo tão fundamental quanto inadiável de se retomar o marxismo como instrumento de luta dos trabalhadores. Não um marxismo de ‘intérpretes’ e ‘atualizadores’, mas o marxismo original, ortodoxo, como o construíram Marx e Engels. Assim, como homenagem e simbologia, colocamos o dia do nascimento de Marx (em 1818, na Alemanha) na denominação do movimento.

As idéias não surgem por acaso na mente dos homens, mas no interior de condições materiais em que estes homens vivem, condições compostas por todo um conjunto complexo de possibilidades, desafios e exigências históricas. O marxismo, enquanto arma de compreensão e transformação social, ou seja, de transformação das relações entre os homens, nasceu ele próprio no interior de uma período histórico que o exigia e o possibilitava: o modo capitalista de produção da vida social. O modo de produção ainda dominante em nível mundial.


Coube então aos homens a tarefa instransferível de criar o marxismo enquanto um conjunto coeso de idéias. Entre estes homens estavam e sempre estarão Karl Heinrich Marx e Friedrich Engels, aos quais a humanidade passou a dever todo um ideário cientificamente estruturado – além do exemplo da militância de intervenção direta nas lutas de classes – direcionado à superação do capitalismo pelo socialismo, tomado este como etapa histórica de construção de uma sociedade fundada na liberdade e na fraternidade entre os humanos. Uma sociedade de iguais.


Desde as primeiras produções e intervenções de Marx e Engels, no início da década de 40 do século XIX, a burguesia percebeu que estava diante de uma teoria, uma prática e uma proposta absolutamente incompatíveis com o sistema de escravidão assalariada que patrões e seus aliados de todos os tempos tentam nos fazer crer eterno, a partir do embuste de que o sistema capitalista seria o ponto culminante a que teriam chegado as sociedades humanas e o próprio homem enquanto espécie. Para combater o marxismo, a classe dos capitalistas e seu estado utilizaram todas as armas imagináveis, da guerra aberta a estados que se ergueram inspirados no marxismo à campanha permanente de propaganda caluniosa contra o marxismo e seus propagadores e militantes. Do assassinato e tortura a revolucionários marxistas a perseguições políticas sistemáticas. Da deportação ao exílio.


Com a derrota que impôs aos sistemas socialistas do Leste Europeu, o capitalismo imperialista passou a acreditar e a propagandear haver enterrado o marxismo. De fato, a grande maioria dos que hoje se dizem marxistas de fato não o são. Sob a capa de ‘intérpretes’ e/ou ‘atualizadores’, não menos que deturpam o marxismo ao romper na teoria e na prática com as teses centrais do materialismo dialético e do materialismo histórico formuladas por Marx e Engels, como o fazem tendências como o reformismo, trotsquismo e o maoismo, para citar as mais importantes. (Ver neste site a análise crítica dessas tendências no Manifesto do MM5.)


Engana-se contudo a burguesia. Há brasas pulsantes sob as cinzas. O marxismo vive. A conjuntura de grave derrota conjuntural por que passou o proletariado nos últimos trinta anos já dá mostras de esgotamento. O movimento operário e o movimento estudantil despontam fortes e revigorados nos quatro cantos do mundo – Brasil incluído. Novos tempos se anunciam no horizonte, tempos de avanço dos trabalhadores em busca de sua libertação. E é neste quadro de uma verdadeira primavera cada vez mais próxima que o proletariado precisará se equipar solidamente da arma do marxismo para levar adiante sua luta libertária histórica. E aqui desponta a possibilidade-exigência-necessidade de os marxistas – que resistimos aos cantos das sereias da burguesia, assim como de ‘atualizadores’ e ‘intérpretes’ – nos agruparmos em um movimento que, fazendo do resgate do marxismo ortodoxo sua bandeira e sua razão de ser, passe desde já a acumular forças no seio da classe trabalhadora e seus aliados na perspectiva da criação futura de um verdadeiro partido do proletariado.

É para alinhar-se a esta luta e a este esforço atual que convocamos todos os que se dispõem a lutar pela libertação do proletariado. E da humanidade.


 

 




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