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Governo Dilma preserva herança da ditadura

dilma militarEnganou-se totalmente quem supôs que, ao demitir o extremista de direita Nelson Jobim do Ministério da Defesa, a presidente Dilma Rousseff estava determinada a levar adiante um processo rigoroso de investigação dos crimes cometidos pela ditadura militar que imperou no país de 1964 a 1985.


Porém, ao bancar o vergonhoso projeto de lei conciliador e covarde de Comissão da Verdade que Lula encaminhou ao Congresso – que entre outras coisas inclui depoimentos secretos, participação de militares na própria Comissão e impossibilidade de se enviar à Justiça para julgamento crimes e criminosos identificados nas investigações –, o governo Dilma dá provas de que a demissão de Jobim não passou de uma manobra diversionista bem ao estilo militar.


Na realidade, a impunidade de que goza a extrema-direita brasileira encastelada nas Forças Armadas é responsável pela continuidade de todos os crimes bárbaros que vitimam atualmente os trabalhadores – da tortura sistemática nas instalações policiais do país às execuções sumárias cotidianamente praticadas pelos órgãos policiais do estado e aos métodos cada vez mais violentos e sanguinários de repressão aos movimentos dos trabalhadores, como ocorreu na greve dos educadores do Ceará.


Somado o pífio projeto de Comissão da Verdade com o silêncio do governo sobre a violência contra trabalhadores, o que resulta é um quadro de conivência do governo Dilma e seu partido com os torturadores e assassinos da ditadura.


 

 




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