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Uma grande jogada do capital

megaeventos 

As classes dominantes brasileiras abriram definitivamente novas portas à expansão do capital monopolista pela via dos megaeventos esportivos. Tal prática está articulada às políticas consolidadas desde o primeiro governo Lula e aprofundadas no governo Dilma. O esporte, invariavelmente visto como instrumento de neutralidade, tem servido a interesses políticos, ideológicos e econômicos do capital.

No Brasil, em particular, chama a atenção a desfaçatez com a qual a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2011 têm funcionado estrategicamente a projetos fascistóides da burguesia. Da legalização da especulação imobiliária ao acirramento do controle pela força do Estado, o capital monopolista impõe sua ordem. Seguindo o modelo de outros países que serviram de sede para estes megaeventos esportivos, o Brasil virou um canteiro de obras, financiado com dinheiro público, para a exploração de empesas nacionais e estrangeiras.

ROSÁRIO DE MENTIRAS
Políticas demagógicas, sob o nome de “mobilização urbana”, levam adiante seus projetos de higienização das cidades que servirão de sede aos jogos. A alegação de que estes megaeventos proporcionariam o desenvolvimento econômico do país facilitou, inclusive, a criação de uma Lei Federal de regularização fundiária em favelas, concedendo propriedade aos moradores. O discurso vigente alega que a garantia de propriedade a milhões de pessoas que vivem na ilegalidade em terrenos em favelas no Brasil daria condições para a circulação de trilhões de dólares advindos de empréstimos obtidos através da hipoteca de suas casas.

Ora, na realidade o que pretende o governo é lançar todos estes recursos até então imobilizados nas moradias populares no mercado financeiro, o que certamente geraria um enorme aumento na circulação de capitais, que, como se sabe, acaba sempre no bolso dos burgueses. A economia de mercado é um sistema de intercâmbio de propriedades: o que pode ser oferecido como garantia de um empréstimo?

Enfim, o que precisa ficar claro – e devidamente denunciado – é que os grandes vencedores da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil serão, como sempre, os empresários nacionais e internacionais. Mentiras e mais mentiras estão sendo construídas com o dinheiro dos trabalhadores no mesmo ritmo dos estádios faraônicos que abrigarão os jogos. Isto, em prejuízo aos mais elementares direitos do proletariado brasileiro à saúde, educação e, mesmo ao lazer e ao esporte.


 

 




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