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Mais uma farsa socialdemocrata

 

B1

No primeiro teste a que foi submetido pela dura prova da luta concreta de classes, o PSOL foi reprovado. Criado com o propósito declarado de, partindo dos mesmos princípios que nortearam a criação do PT, superar o mar de desvios em que acabou se afogando o Partido dos Trabalhadores, o PSOL mergulhou de cabeça no, talvez, mais grave e letal vício a que inexoravelmente estão condenados todos – todos – os partidos de corte socialdemocrata: o oportunismo.

Fazendo espalhafatosa figuração na manifestação organizada pelo PT em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo na noite do dia da expedição do mandado de prisão contra Lula, o PSOL se encarregou de fazer a já tradicional pose de portador da firmeza, intransigência, fidelidade, enfim, de todas as qualidades de um partido encarregado historicamente de organizar e liderar o proletariado na sua luta de libertação. Fez juras e promessas.

Configurada, no entanto, a irrevogabilidade da condenação de Lula, com sua consequente inelegibilidade, o mesmo Guilherme Boulos, que despejara lamentos e prantos na porta do sindicado naquela noite, fez o anúncio de sua própria candidatura à Presidência pelo PSOL. Enfim, todas as sonoras promessas de solidariedade a Lula mostraram sua verdadeira face: a face suja do oportunismo. Não, Boulos não foi a lugar algum prestar a necessária solidariedade a Lula, cujo decreto de prisão simboliza toda a voracidade com que a burguesia se lança sempre sobre os trabalhadores. Não. Boulos foi lá com o intuito esperto de surrupiar os votos de Lula, passar a mão nos votos já destinados àquele em quem o proletariado brasileiro acredita ver um portador credenciado de seus legítimos interesses de classe.

Tivesse o PSOL presente em seus princípios – mesmo naquela lógica abstrata e primariamente metafísica de vassalagem cega à institucionalidade burguesa com que opera a socialdemocracia – a observância dos interesses dos trabalhadores como prioridade frente aos seus próprios e mesquinhos objetivos corporativos, tivesse isso em mente, o partido não vacilaria um segundo sequer em optar pelo voto nulo no quadro do impedimento da candidatura Lula.

Mas não. Preso à lógica férrea da socialdemocracia, o PSOL optou e optará pelo caminho do oportunismo. Não obstante a presença entre seus quadros de alguns militantes bem intencionados, a verdade é que um partido socialdemocrata terá sempre em seu código genético a marca do imediatismo oportunista. Assim aconteceu com o PT, mesmo abrigando ainda em suas fileiras algumas pessoas sérias, de fato comprometidas com a libertação do proletariado.

É provável que – com mais esta demonstração concreta da incompatibilidade dos interesses do proletariado com os da socialdemocracia, com os objetivos dos partidos socialdemocratas – segmentos avançados deste proletariado varram de vez de suas mentes as ilusões que sempre buscarão lhes impor a burguesia e a pequena burguesia, politicamente estruturadas em projetos democratas e socialdemocratas. É, pois, tarefa da esquerda marxista-leninista denunciar esta grande manobra oportunista no quadro da conjuntura atual.

Venceremos!

 


 

 




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