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Falta conteúdo proletário às rebeliões árabes

 

Desde o final de 2010 Tunísia, Egito, Dubai, Síria e Iêmen, entre outros, tornaram-se palco de manifestações populares agudas agrupadas sob o nome de Primavera Árabe. Como pano de fundo, a grande crise cíclica em que se afunda o capitalismo, com o aprofundamento da miséria das massas trabalhadoras da região e, de outro lado, a voracidade com que o imperialismo se lança em novas empreitadas políticas e militares em tentativa de salvar suas margens de lucro.

Mas por mais que a simbologia do nome Primavera remeta para a expectativa de rupturas políticas históricas, estas fortes mobilizações, mesmo que capazes de derrubar governos, como na Tunísia e no Egito, não conseguem efetivar mudanças verdadeiramente revolucionárias. Esclareça-se desde já que no caso da Líbia, inclusive com o bárbaro e covarde assassinato de Muammar Khadaffi, estamos diante de um caso clássico de pirataria.

Identifica-se, portanto, como principal característica político-ideolótica destes movimentos a sua hegemonização pela burguesia e pequena burguesia, limitando-se suas reivindicações a mudanças puramente democráticas, permanecendo portanto nos limites do sistema capitalista. De proletariado e marxismo não se ouve falar.

É preciso que o proletariado e seus aliados tomemos consciência da urgência da retomada do marxismo como arma essencial na luta revolucionária. Sem ela, mesmo as mais heróicas manifestações populares caem no vazio da institucionalidade burguesa.


 

 




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