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Novo informe do enviado especial do MM5

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O último sábado (2/2) foi um dia importante no calendário político venezuelano. A propósito da comemoração dos 20 anos da posse de Chávez para seu primeiro mandato, o governo e a oposição fascista convocaram manifestações: de apoio a Maduro, por parte do governo; e em busca de um golpe de estado, com chamamento à deposiçāo de Maduro, por parte da oposição fascista. Aqui em Caracas, o governo conseguiu colocar na rua mais de 1,5 milhão de pessoas. A oposição, não mais de 500 mil. Importante ressaltar que os manifestantes chavistas são militantes, sindicalistas, camponeses organizados, membros de conselhos operários, milicianos bolivarianos e populares —combatentes, enfim. Os manifestantes da direita são ...manifestantes. Ou seja, em caso de confronto direto cada militante chavista vale mil manifestantes da oposição.

Em seu discurso Maduro afirmou literalmente que a tentativa de golpe da direita foi derrotada. Este é um dado importante na análise da conjuntura, que fica mais complexa a cada instante. Igualmente importante: Maduro anunciou a antecipação das eleições para a Assembléia Nacional, hoje dominada pela direita (não confundir com a Assembléia Constituinte, chavista em sua totalidade), para este ano. Este anúncio pode, e deve, desencadear acontecimentos decisivos em curtíssimo prazo.

Há segmentos das Forças Armadas e do próprio partido do governo (o PSUV) dispostos a aprofundar a Revolução Bolivariana nos níveis político, econômico e organizativo. Os partidos de esquerda mais consequentes discutem em fase final o lançamento da Frente de Unificação Revolucionária (FUR), centrada em três palavras de ordem: 1. Poder Comunal. 2. Estatização dos monopólios. 3. Congelamento de preços com um ajuste estrutural de salários.

Aguardem o próximo informe.


 

 




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