Movimento Marxista 5 de Maio - Nos 70 anos de Israel, massacre em Gaza foi mais um crime do sionismo
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Nos 70 anos de Israel, massacre em Gaza foi mais um crime do sionismo

 

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No dia em que completou 70 anos de sua ‘fundação’, 14 de maio, o estado nazi-sionista de Israel deu mais uma demonstração de sua política genocida e imperialista ao assassinar cerca de 58 palestinos e ferir outros milhares que protestavam na fronteira de Gaza. Os protestos eram parte da chamada ‘Grande Marcha para o Retorno’, que acontecem desde março deste ano com o objetivo de evocar o direito dos palestinos de voltarem aos locais de onde foram removidos após a criação do Estado de Israel, em 1948. Mas as manifestações também foram em repúdio à transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém, promovida por Donald Trump numa clara provocação aos países do Oriente Médio e à população palestina.
Na tentativa de ‘justificar’ o genocídio, o premiê israelense, o assassino Benjamin Netanyahu, afirmou que ‘todo país tem a obrigação de defender seu território’. Sim. Mas quem se defende, no caso, não é Israel. São os palestinos, que desde 1948 lutam contra o invasor estado sionista criado naquele ano por meio de vergonhosa ‘Resolução’ da ONU apoiada pelos países imperialistas ocidentais e pelo próprio Brasil. Resolução que desconsiderou por completo a oposição dos países árabes à ocupação de suas terras e desrespeitou um plano original das próprias nações unidas elaborado em 1947 e que previa a partição da área do mandato britânico na Palestina em dois Estados — um judeu e outro árabe. O chamado ‘modelo de dois Estados’ nunca foi efetivamente respeitado por Israel, pela ONU ou pelos países imperialistas que o apóiam, liderados pelos EUA. O ‘Estado Palestino’, até hoje, não saiu do papel. Portanto, é inconcebível que Israel queira existir e, ao mesmo tempo, não permita a existência do Estado palestino.
Os territórios palestinos compreendem três regiões não contíguas: a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental. A população nos três territórios supera o número de 1,7 milhão de habitantes comprimidos em pequena área geográfica, inferior a 40 km de extensão. A maioria dos palestinos está sujeita a constantes bloqueios e restrições provocados por Israel, inclusive no abastecimento de água, medicamentos e comida. A famosa ‘Intifada’ (revolta) palestina iniciada em 1987 foi apenas uma das muitas manifestações de resistência às políticas imperialistas e genocidas do Estado sionista, cujo exército é armado pelos EUA e países europeus.

Em janeiro deste ano, Israel aprovou a construção de mais de mil casas em assentamentos no território palestino ocupado da Cisjordânia, numa clara provocação. Essas ocupações ilegais aprofundam as políticas praticadas há décadas pelo sionismo na região do Oriente Médio. As mesmas que, entre 2001 e 2006, foram implementadas com incontrastável brutalidade pelo então primeiro-ministro de Israel, o carniceiro Ariel Sharon.

É uma lástima que os governos brasileiros jamais tenham rompido relações diplomáticas com Israel e, dessa forma, continuem dando seu aval à sucessão de genocídios praticados em Gaza. Numa linha contrária a tamanha subserviência, é bom lembrar que em 2009 o então presidente venezuelano Hugo Chávez rompeu relações diplomáticas com Israel, em protesto contra o massacre da população palestina.

Lamentável também tem sido, em relação à questão palestino-israelense, a postura cada vez mais reacionária, degenerada e manipuladora da imprensa burguesa, no geral, e da brasileira, em particular. Um dia após o massacre promovido pelo sionismo no dia 14 de maio, por exemplo, os principais jornais brasileiros trataram aquele genocídio como mero ‘conflito’ entre Israel e palestinos, e não como a luta de uma população desarmada contra um dos mais bem equipados estados do mundo em termos militares.

Os marxistas e revolucionários continuaremos denunciando os crimes do sionismo, exigindo a criação do Estado Palestino e a imediata devolução dos territórios roubados e ocupados por Israel.

Venceremos!

 

 

 


 

 




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