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Fidel vive!

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A morte do camarada Fidel Castro na noite de 25 de novembro passado enlutou milhões de militantes revolucionários nos quatro cantos do mundo. No entanto, a sombra de melancolia veio acompanhada por uma impetuosa onda de fraternidade, amor e confiança na vitória que sempre vem à mente e ao coração de todos os que lutamos pela vida e pela liberdade. Falar em Fidel é falar em utopia, esperança. Esperança que se fez combustível para incendiar os trabalhadores cubanos e conduzi-los à sua maior vitória até agora conquistada pelos explorados no continente latino-americano.

Fidel completara no dia 13 de agosto passado 90 anos de uma vida dedicada à luta dos explorados da terra. Após uma longa e dura batalha na Sierra Maestra contra o governo do ditador Fulgêncio Batista, o Movimento 26 de Julho, liderado por Fidel, Raúl Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos, Almeida e Ramiro Valdez, entre outros combatentes, toma o poder e declara vitoriosa a revolução cubana em janeiro de 1959. Parte-se, então, para a construção de um estado proletário, um estado dos trabalhadores. É, pois, principalmente como um revolucionário do proletariado que Fidel deve ser lembrado. É lamentável vermos que parte considerável da esquerda brasileira e mundial tentar nublar a figura do Comandante, em um esforço para retirar aquilo que Fidel agregou de mais significativo na história política recente: a instalação de um estado proletário na América Latina. É preciso deixar sempre muito claro que a Revolução Cubana significou um basta ao reformismo, uma crítica prática e clara à conciliação de classes. Este, o maior legado de Fidel e seus camaradas.

Tomado o poder, Fidel, então com 32 anos, torna-se a principal liderança do país, assumindo a função de Primeiro Ministro em 16 de fevereiro de 1959.


Seguiu-se então uma longa batalha contra os Estados Unidos, que sustentavam a ditadura pró-imperialista de Fulgencio Batista. Foram combatidos e neutralizados inúmeros golpes contrarrevolucionários agenciados pelos EUA, além de dezenas de tentativas de assassinato de Fidel Castro.


Originalmente de caráter nacionalista e popular – mas não imune ao contexto de guerra fria daquela conjuntura específica –, a revolução cubana foi paulatinamente assumindo um caráter de enfrentamento com os interesses do grande capital, sobretudo estadunidense, cujas empresas, terras e propriedades foram os principais alvos dos cada vez mais intensos processos de expropriação e estatização ocorridos na ilha caribenha. Enfrentamento que cada vez mais foi tomando a forma de medidas socializantes e anticapitalistas, a ponto de Fidel declarar-se marxista ao mesmo tempo em que também declarava o caráter socialista da revolução cubana, em abril de 1961, logo após a derrota imposta à frustrada tentativa de invasão do país por corpos de mercenários treinados e equipados pela CIA nos EUA no episódio conhecido como Playa Girón ou Baía dos Porcos. Na ocasião Fidel dirigiu pessoalmente as tropas que derrotaram a invasão mercenária.

Com a derrota, EUA e países europeus iniciaram contra Cuba um dos mais duros bloqueios econômicos impostos a um país, em tempos de guerra ou de paz, proibindo suas empresas de comercializarem quaisquer produtos com a ilha caribenha e proibindo qualquer navio que tivesse passado por um porto cubano de aportar nos EUA, numa intenção clara de sufocamento dos sistemas financeiro, comercial e de abastecimento da Ilha. Apesar das imensas dificuldades que trouxe para a vida cotidiana dos cubanos, o bloqueio não atingiu seu objetivo central de derrotar a revolução. Ao contrário, contribuiu para solidificar ainda mais os laços político-ideológicos existentes entre a liderança revolucionária (Fidel à frente) e os trabalhadores cubanos, que em sua maioria compreenderam as dificuldades impostas pelos sucessivos ‘períodos especiais’ de racionamento.


Mesmo assim, sob o duro bloqueio econômico liderado pelos EUA, foi através do poder revolucionário que Cuba alcançou os mais elevados índices de desenvolvimento humano e social, como a menor taxa de mortalidade infantil das Américas, a erradicação do analfabetismo e da desnutrição infantil, além da construção e estruturação de um dos mais eficientes e completos sistemas públicos de saúde do mundo, capaz de assegurar assistência médica (sanitária, preventiva e curativa) gratuita e universal a todo e qualquer cubano nos atendimentos de baixa, média e alta complexidades.

A Revolução Cubana sempre foram objeto de intensas polêmicas e debates no interior da esquerda em nível internacional, sobretudo pelo fato de a revolução ter acontecido numa formação social de base agrária e não industrializada, a exemplo das revoluções soviética e chinesa. E pelo fato de que mais uma vez comprovou ser a luta armada (e não a via pacífica e gradual, como querem os velhos reformistas e os neorreformistas gramscianos) o caminho decisivo para a instauração de um estado proletário e socialista. 


Evidentemente, nenhuma revolução se repete. Cabe aos revolucionários, sempre, estarem atentos às especificidades da formação social em que atuam para, assim, articularem de forma material a teoria geral revolucionária com os aspectos estruturais e conjunturais da referida formação social. E é também por isso que Fidel Castro Ruz tornou-se referência eterna de luta para a esquerda comunista em nível mundial. E é também por seu exemplo de coragem na luta pela libertação do proletariado e da própria humanidade dos grilhões do capitalismo.

O MM5 pranteia a morte de Fidel. Mais que nunca, contudo, seu exemplo vive. Sua causa é a nossa causa. A causa da revolução proletária. A causa de todos os comunistas, estejam onde estiverem. A confiança no proletariado e seu exemplo de luta nos servirão como guia rumo à vitória.


Fidel Vive! Viva Fidel!

Venceremos, camarada Fidel!


 

 




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