Logo

Aécio na Venezuela: Fantoche a serviço do imperialismo

fcf7a653-884c-4cf6-ae9b-c5803d3e785b

A viagem de Aécio Neves e seu grupo de senadores reacionários para a Venezuela não pode ser encarada apenas como uma traquinagem de um moleque de recados sob os holofotes da mídia, como o PT e outros grupos alinhados ao governo federal vem defendendo. Não que Aécio não se comporte como tal, mas o fato é que esta postura omite a luta de classes existente na Venezuela. A visita de Aécio e demais parlamentares da extrema direita foi uma ação orquestrada para, mais uma vez, desgastar o governo Venezuelano.

O alvo desta ação era Nicolas Maduro, o chilique de Aécio exigindo uma resposta do governo brasileiro é apenas a forma com que ele cumpre seu papel de liderança da extrema direita brasileira. E para embarcar nesta jogada Aécio não fez mais que surfar na mesma onda que Dilma Rousseff, que em abril deste ano defendeu que os golpistas venezuelanos fossem soltos. 

É justamente amparado por esta política de sustentação a burguesia encampada pelo PT que Aécio viu a possibilidade de alçar voos maiores. Já que Aecinho sempre invoca a memória de seu avô materno Tancredo Neves, não seria despropositado lembrar que ele é filho de um deputado, Aécio Cunha, que foi financiado pelos Estados Unidos para atacar João Goulart e posteriormente integrante da Arena, partido de sustentação dos militares no poder. Se é fato que senador mineiro trilha o mesmo caminho de seu pai no entreguismo e servidão aos interesses do imperialismo norte-americano, também é fácil constatar que este comportamento deve agradecer a postura petista de sequer punir os responsáveis pelas torturas e mortes da ditadura militar no Brasil.

E é este modelo de entreguismo e servidão ao capital defendido por Dilma ao pedir que os opositores venezuelanos sejam soltos. Que fique claro, o proletariado venezuelano não precisa dos palpites da senhora Dilma Rousseff ou do senhor Luiz Inácio Lula da Silva. Muito pelo contrário, os trabalhadores da Venezuela devem é cada vez mais buscar a radicalização no enfrentamento ao capital, sem se render aos desvios trotskistas, gramscianos e reformistas. Radicalização esta que impediria que fantoches do imperialismo se atrevesse a cruzar a fronteira para se apresentar sob os holofotes das câmeras de TV e agências de notícias.

É bom lembrar que enquanto Dilma faz apelos a liberdade de criminosos fascistas, se cala sobre as prisões de manifestantes que se estão presos por protestarem contra a Copa do Mundo. Assim como se cala sobre as prisões brasileiras, que fazem corar de vergonha até mesmo os carrascos de masmorras medievais. E que segue em silêncio diante das propostas de trancafiar menores de idades nestes espaços de violência, morte e dor. 

Abaixo as agressões imperialistas contra a Venezuela.
Venceremos!

 

 




© Copyright 2011 - 2012 www.mmarxista5.org