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Israel: um estado genocida a serviço do imperialismo

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A brutal crueldade do mais recente ataque efetivado por Israel contra a Faixa de Gaza não deixa dúvidas quanto aos reais objetivos do estado sionista: massacrar o povo palestino e se manter como cão de guarda do imperialismo no Oriente Médio. A qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo, portadora de um elementar senso de humanidade seria difícil imaginar a dimensão e a brutalidade do último assassinato em massa imposto pelas forças armadas israelenses aos habitantes de Gaza. O saldo de centenas de crianças mortas, entre as mais de 1800 vítimas indefesas até agora contadas, e casas destruídas por ataques de mísseis contra uma população desarmada vem demonstrar mais uma vez o que há de mais essencial na ideologia capitalista: o desprezo pela vida humana. O capitalismo só se reproduz atingindo níveis desumanidade progressivamente inimagináveis sem interromper seu cotidiano de produção e exploração.

Mas o fato é que enquanto existir capitalismo teremos que conviver com o extermínio sistemático e em escala industrial de homens, mulheres e crianças. Mesmo diante das últimas e atuais ações genocidas levadas a efeito pelo capitalismo atualmente em várias partes do mundo, é difícil acreditar que tal desumanidade ocorra impunemente, como de fato ocorre, sob o olhar conivente de todas as grandes potências mundiais. Mas este é o capitalismo, que assim como todas as outras formas de dominação da história, aceita e incentiva a exploração e a morte para acumular riquezas. A humanidade submetida à lógica da caça assassina ao lucro – este é o tempo que vivemos. 


Uma visão marxista sobre o ataque de Israel contra os palestinos em Gaza não pode se furtar portanto a afirmar: o massacre faz parte da regra deste jogo. O capitalismo convive necessariamente com a fome e a miséria, e o extermínio é apenas mais uma questão de mercado. Anualmente o comércio de armas movimenta mais de 1,5 trilhões de dólares por ano apenas em sua face legalizada.


Crer que a razão de fundo pela qual Israel ataca e assassina palestinos não seja caça capitalista permanente por mais e mais lucros é permanecer na superfície das causas imediatas dos fatos históricos. A disputa religiosa constitui apenas um meio de legitimação do morticínio capitalista, ao mesmo tempo em que oculta os interesses do capital, que é o que provoca os conflitos. O judaísmo, assim como o islamismo e o cristianismo, assim como todas as outras religiões, só existem como forma de dominação ideológica das classes dominantes. Esta é essência de toda crença religiosa, sistematizar e legitimar formas de relação de produção. A ideia de que a Palestina seria a terra prometida por Jeová ao povo judeu é tão fraudulenta quanto o califado formado pelo Estado Islâmico, o Emirado Árabe e as monarquias europeias. 


É seguindo uma hipotética orientação do deus judaico que a fundação de Israel se estabelece no território que então pertencia aos palestinos. Mas é só após o genocídio de judeus durante o holocausto nazista é que, em 1947, a ONU propõe uma divisão do território da Palestina para a construção do estado israelense. O genocídio de seis milhões de judeus na II Grande Guerra perpetrado pelo regime nazista tem constituído uma tentativa, igualmente fraudulenta, de justificar a criação de um estado (israelense) dentro de outro país (a Palestina original), embora inicialmente a proposta foi muito uma reivindicação de um pequeno grupo de judeus, contando com muito pouco apoio das associações judaicas norte-americanas e dos judeus mais ricos.


O posicionamento estratégico de Israel no Oriente Médio, assim como a possibilidade de se contar ter um exército na região disposto a lutar pelos interesses do capitalismo sem o desgaste do risco de baixas de soldados dos países imperialistas cai como uma luva. Durante a Guerra Fria ter uma “base militar” com estas vantagens foi a menina dos olhos do governo norte-americano. Nnão por acaso Israel rapidamente teve acesso à sua primeira bomba atômica. Além disso, o estabelecimento da população judaica em meio a países muçulmanos serviu como justificativa para que o país se tornasse fortemente armado, um prato cheio para os interesses da indústria bélica. 


É a partir de então que Israel se estabelece como aliado preferencial dos países imperialistas, constituindo a religião apenas um verniz no braço armado de do capitalismo norte-americano, inglês, holandês, francês etc. E os grandes capitalistas sionistas sabem muito bem como jogar, e se aproveitam poder do eleitorado judeu nas eleições dos EUA. É justamente da mão destes homens que saem grande parte das verbas para os partidos Republicano e Democrata. Mas é preciso ter claro, o interesse destes homens não é guiado nem pela bandeira azul e branca nem pela estrela de David, mas pelo brilho da moeda de ouro. 


E qual a forma de se manter um exército ativo, mobilizado e fortemente armado se não pela criação de um inimigo? A expulsão dos palestinos foi o caminho mais fácil para alimentar um ódio que até então não existia. A mesma técnica de açoite ainda é usada hoje. O Hamas só ganhou força e tomou a envergadura atual graças a atuação sistemática de Israel contra o Fatah, que aceitava a criação de dois estados como forma de solucionar o conflito.


O Hamas, formação militar islâmica criada fundamentalmente para combater Israel,  foi assim impulsionado pela covardia sionista. A Operação Limite Protetor não busca oferecer maior segurança para os israelenses, nem a paz. Essa ação bélica foi planejada e executada com o único interesse de criar mais instabilidade e impulsionar novos confrontos. Enfrentar o Hamas não é uma tarefa ética ou humanista que se impõe Israel, mas parte da essência de um estado bélico.


É sempre importante lembrar que o capitalismo não tem nenhuma objeção em se alinhar às forças mais reacionárias para atingir seus objetivos. Enfrentar ou financiar grupos reacionários não é uma questão de princípios para o capital, é acima de tudo uma questão de interesses. Foi assim na aliança com a Al-Qaeda contra a União Soviética, na formação das ditaduras militares na América Latina e recentemente na ação lado a lado com forças neonazistas na Ucrânia para derrubar os interesses econômicos da Rússia. O financiamento de grupos fundamentalistas islâmicos foi uma das táticas usadas pela União Europeia e Estados Unidos para derrubar os governos de Kadaffi e Sadam Hussein e na tentativa de golpe contra Assad, na Síria. 


Os ataques de foguetes por parte do Hamas, que até agora matou três civis, são usados como justificativa para a morte de mais de 1800 palestinos, em sua maioria mulheres e crianças.  Tal desproporção prova que o genocídio do povo palestino é o combustível que move a maquina de guerra israelense. Imaginar uma perspectiva de paz mantendo-se o estado sionista de Israel tal como ele é não passa de idealismo. 


Além das armas fornecidas pelos países imperialistas, Estados Unidos à frente, e daquelas desenvolvidas por si mesmo, Israel sempre conta com a distorção da história como instrumento de combate. Qualquer questionamento sobre as ações do estado sionista é imediatamente transformado em antissemitismo pela mídia burguesa. O holocausto, midiatizado, industrializado e distorcido é sempre colocado em campo. Fazendo-se de vítima, o sionismo segue matando. Enquanto Israel for o braço armado do imperialismo no Oriente Médio toda trégua não será nada mais que a certeza de um futuro ataque. Cada vez mais irracional e violento. A máquina de guerra se alimenta de sangue e move rios de dinheiro.


Enquanto marxistas exigimos o fim dos ataques contra a Palestina. E sabemos que isso só será possível com o fim do poder militar de Israel, que ainda hoje é a única potência nuclear do Oriente Médio.


Pela retirada das tropas israelenses do solo palestino!
Palestina livre!


 

 




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