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5 de Maio: Saudações ao Camarada Marx!

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O dia, 5 de maio de 1818. A cidade, Treves, Alemanha. Nasce neste dia Karl Heinrich Marx, o maior combatente proletário que o mundo conheceu!

Marx empenhou toda sua vida na militância revolucionária comunista, tendo participado de forma ativa e decisiva de todos os processos revolucionários ocorridos à sua época. Retomemos aqui as palavras de Friedrich Engels que, diante do túmulo Marx em 17 de março de 1883, dia de seu sepultamento, afirmou sobre o amigo e camarada de toda uma vida: “Marx era, antes de tudo, um revolucionário. Sua verdadeira missão na vida era contribuir, de um modo ou de outro, para a derrubada da sociedade capitalista e das instituições estatais por estas suscitadas, contribuir para a libertação do proletariado moderno, que ele foi o primeiro a tornar consciente de sua posição e de suas necessidades, consciente das condições de sua emancipação. A luta era seu elemento”.

A disposição para lutar concretamente em busca da transformação das condições impostas pelas circunstâncias históricas concretas deve ser lembrada por nós como o maior e principal legado de Marx. Poucos foram tão perseguidos pelos detentores do poder como ele.

A ciência fora para Marx sempre um instrumento de luta, inseparável portanto de sua ação político-revolucionária. Em 1841, aos 23 anos, se doutora em Filosofia pela Universidade de Jena. No entanto, é entre os anos de 1842 e 1844 que assume a crítica à filosofia de Hegel como marco inicial da construção dos alicerces de um gigantesco arsenal de conhecimentos como quais sustentaria toda a sua ação de conhecimento e luta concreta pela transformação revolucionária do capitalismo em socialismo: o materialismo histórico e o materialismo dialético.

Mas é a partir do estabelecimento do contato com o movimento socialista francês em sua viagem a Paris em 1843 – onde conhece Friedrich Engels, aquele que foi seu grande amigo e camarada inseparável de militância por toda a sua vida – que Marx avança decisivamente na consolidação da sua concepção de prática revolucionária sintetizada na palavra práxis, em que a teoria revolucionária e a prática revolucionária são inseparáveis, alimentando-se uma da outra como condição de existência de cada uma delas. 


A partir de então, Marx passou a valer-se da ciência revolucionária em busca de respostas às contradições presentes em um mundo, antagonicamente às formas adotadas pela ciência das classes dominantes. Para Marx e, por consequência, para a ortodoxia marxista, a realidade concreta pode ser conhecida, explicada e, portanto, deve ser necessariamente negada e transformada. Este foi o percurso assumido por ele na busca incessante de levar ao proletariado a consciência das verdadeiras raízes das condições de exploração e opressão às quais têm sido historicamente submetido. A luta pelo desvelamento/transformação revolucionária da realidade concreta à qual estão submetidos os trabalhadores na sociedade capitalista foi o parâmetro de vida deste combatente que não teve sossego, nem mesmo por um instante. Ainda relembrando as palavras de Engels na ocasião do sepultamento do seu grande camarada,



Ainda hoje milhões de herdeiros do legado de Marx, espalhados por todo o mundo – sejam militantes organizados na linha direta da revolução socialista, seja aquela pequena parcela de cientistas resistentes que ainda reivindicam o marxismo como fundamento e base para a sua praxis – todos, indiscriminadamente, foram e continuam sendo perseguidos, presos, torturados, degredados e até mesmo mortos pelos estados burgueses, ditatoriais ou democratas conforme a hora e o lugar.

Ao longo de todo o processo de desenvolvimento do capitalismo Marx e seus seguidores têm sido atacados. O objetivo único de tais ataques é o de desqualificar, da forma mais mesquinha e degenerada, aquilo que Marx nos deixa como legado: a impossibilidade da existência da sociedade capitalista sem a apropriação burguesa da mais-valia produzida pelo trabalhador. Sendo assim, o capitalismo jamais poderá ser humanizado, como querem fazer acreditar os reformistas de todos os naipes, às vezes até disfarçados de revolucionários, que em sua essência são anti-marxistas e, portanto, anti-comunistas. O marxismo, enquanto proposta político-teórica materialista dialética, busca na ciência a explicação da verdade e a apreensão do real para a sua superação. Não por acaso, Marx, ao se mostrar preocupado com possíveis distorções e simplificações da primeira edição francesa de sua obra O Capital, em 1872, escreve uma carta ao seu editor contestando a ideia de publicar sua obra em fascículos proposta pelo mesmo editor sob a alegação da “necessidade de torná-la mais acessível à classe operária”. Ideia com a qual Marx tem desacordo imediato: “Não existe uma estrada real para a ciência, e somente aqueles que não temem a fadiga de galgar montanhas escarpadas têm chance de atingir seus cumes luminosos.”  A mesma defesa Marx já trazia em seu primeiro volume de O Capital, no prefácio à primeira edição alemã, publicada em 25 de Julho de 1867, ao insistir em que “Todo começo é difícil, e isso vale para toda ciência.


Os críticos ao marxismo oportunisticamente acusam-nos de dogmáticos. É muito útil aos assalariados da burguesia confundirem dogma com ortodoxia para nos acusar. Nem Marx nem os marxistas somos dogmáticos. Reivindicamos, isto sim, a ortodoxia marxista na medida em que acreditamos na possibilidade de acesso à realidade objetiva e de sua transformação revolucionária. Para a dialética materialista a verdade é concreta e, portanto, possível ser alcançada pela humanidade. Entretanto, para se chegar a tal conhecimento é necessário o uso rigoroso de um método que subsidie a prática política comprometida com os interesses da classe trabalhadora.


Foi neste caminho da unificação entre o conhecimento científico e a prática da transformação revolucionária da sociedade de capitalista, no caminho da práxis, que Marx foi capaz de identificar rigorosamente a lógica e a dinâmica da sociedade capitalista: a exploração crescente do homem sobre o homem via aprofundamento da exploração da mais-valia e do acúmulo da riqueza pela burguesia. Processo este que vemos em agudo aprofundamento no mundo atual em razão da busca desesperada da burguesia dos seus níveis de lucros ameaçados pela crise do sistema em nível global.

Os ensinamentos de Marx se fazem cada vez mais necessários, portanto. Registamos e reafirmamos aqui nosso inarredável e rigoroso compromisso com as ideias e com a prática de Karl Marx. Venceremos!

Marx vive! Viva Marx!

 


 

 




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