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5 de Maio: Marx vive!

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Comemora-se neste 5 de Maio o 197º ano do nascimento de Karl Heinrich Marx – Karl Marx –, o homem a quem o proletariado de todo o mundo deve os mais importantes serviços no caminho de sua própria libertação, segundo seu companheiro de lutas e de obras Friedrich Engels. E foi no objetivo de homenagear o homem que viria a se constituir na maior referência mundial do proletariado e, igualmente, assumir o compromisso histórico de lutar para concretizar suas propostas na luta geral do proletariado, que o Movimento Marxista 5 de Maio-MM5 adotou esta data como seu próprio nome.

Marx não foi apenas mais um teórico e militante da causa dos trabalhadores. Muito mais que isso, muitíssimo mais que isso, Marx foi o homem que, junto com Engels, criou a teoria científica da revolução do proletariado e da derrubada do capitalismo como caminho para a construção da sociedade comunista, a sociedade sem classes em que todos serão livres e iguais. Fundamentado na filosofia e na ciência histórica que ele criou – o materialismo dialético e o materialismo histórico –, Marx formulou o princípio geral que deve orientar todos aqueles que lutamos por uma sociedade igualitária: o socialismo só poderá ser instalado através de uma revolução liderada pelo proletariado e pelo seu partido comunista. Esta lição de sua primeira obra diretamente política, o Manifesto do Partido Comunista, permanece hoje, 167 anos depois, tão válida e insubstituível quanto na época em que foi escrita.

Marx hoje
De lá para cá, todas, literalmente todas as previsões e análises de Marx foram confirmadas pelos eventos históricos. Isto evidentemente não se deve a uma suposta capacidade especial de previsão do futuro por parte de Marx e Engels ou de uma extraordinária obra do acaso. O marxismo é fruto de um profundo estudo sobre as origens e estruturas do capitalismo, sistema baseado na exploração do proletariado e onde se desenvolvem e se reproduzem relações sociais marcadas por este modo de produção. Estes são traços indeléveis do capital. A certeza de que a superação da miséria só pode ocorrer fora do capitalismo é o que torna o socialismo revolucionário marxista a única forma de organização social de encerrar o ciclo de miséria e assassinatos produzido pelos exploradores de todos os tempos.

O reformismo se baseia na crença infantil de que é possível tornar o capitalismo humano, de mudá-lo por dentro, de ocupar lacunas e um dia acordar em um mundo perfeito. Uma ilusão que só é possível desconhecendo a história, desconsiderando a atuação da burguesia e os efeitos reais da luta de classes. Nós marxistas sabemos que o fim da opressão só pode ser obra da revolução.

Mesmo não tendo assistido em vida ao pleno desenvolvimento do imperialismo, o predomínio do capital financeiro, as duas guerras mundiais, as grandes crises dos séculos XX e XXI, as linhas gerais deste desenvolvimento do capital na linha de perpetuar e aprofundar a exploração sobre os trabalhadores foram identificadas e explicitadas por Marx e Engels. 

Nunca é demais lembrar que às vésperas da Primeira Grande Guerra apenas os comunistas chamavam os trabalhadores a não lutarem entre si. A quase totalidade dos reformistas propagandeou as “vantagens” da disputa por novos mercados. Os marxistas nunca se deixaram levar pelo canto da sereia do desenvolvimento econômico do capital como forma de distribuir riqueza. Liberais e socialdemocratas, tanto no período anterior a crise 1929, quanto na de 2008, enalteceram o mercado e suas leis, chamaram o proletariado para investir e sonhar as belezas do sonho burguês.

Ou de forma ainda mais recente, quando a esquerda reformista seguiu engolindo e incorporando o mantra do neoliberalismo, os marxistas seguiram seu caminho de luta, enquanto reformistas se entregavam de corpo e alma à estrutura política da democracia e, consequentemente, da corrupção. Hoje, parte destes mesmos reformistas grita contra o fantasma da corrupção, enquanto de forma conivente se esquece de que o roubo e a apropriação criminosa é alma do capitalismo. Comparada ao que é pago por ano ao capital financeiro, a corrupção não passa de um trocado. Mas o grosso do roubo se dá mesmo é no dia-a-dia. E em cada uma das operações comerciais que se realizam no capitalismo, lá está a exploração de um homem por outro, marca indelével deste modo de produção. É aí que mora o verdadeiro crime contra a humanidade.

As crises
A crise econômica pela qual passa o mundo hoje só pode ser de fato explicada através do marxismo. A tendência geral da queda da taxa de lucro é explicada por Marx em O Capital com todo o rigor científico que marca sua obra. Ora, a burguesia quer continuar ganhando cada vez mais, e quanto mais investe em tecnologia para ampliar o volume de produção para tentar compensar aquela tendência histórica à queda da taxa de lucro, mais deixa de produzir valores reais, que, como provou Marx, só podem ser produzidos pela força de trabalho humana. Assim, diante de uma crise de pagamento e com produção em excesso, o capital entra em crise. Crises que se dão não por falta de produtos, bens ou serviços, mas justamente porque estes existem em demasia. A burguesia quer vender seus produtos, que lotam os estoques, apodrecem, enferrujam, mas não há mais quem comprar. Eis uma triste exclusividade do capital, a crise não pela falta, mas pelo excesso. Aquilo que poderia ser de todos se perder para poder garantir a riqueza de alguns. Mas como bem sabemos, se os trabalhadores não retiram a burguesia do poder e lhe tomam os meios de produção, o capital cria novas condições de aumentar a exploração ainda mais e segue com seus ciclos de miséria e dor.

Mas o capital, assim como outras estruturas sociais classistas que o precederam, reduz o mundo à sua própria ideologia. Faz da mentira sua lógica e do engodo sua lei. Por isso não faltam aqueles que como paladinos da razão e do conhecimento da burguesia apontam contra o comunismo sua mais forte arma: a democracia. Descrevem a Ditadura do Proletariado – a forma de governo proposta por Marx no socialismo de transição ao comunismo – como uma violência, como algo ultrapassado e perdido no tempo. Mas estes paladinos omitem é que a democracia é a estrutura política com que a burguesia subjuga o proletariado. Existe possibilidade de igualdade política sem que exista a igualdade econômica?

A farsa democrática
Se acreditarmos na democracia acabaremos caindo na lógica de que as empresas envolvidas na chamada ‘Operação Lavajato’ eram um poço de humanidade e caridade e que, pobrezinhas, foram obrigadas a dar dinheiro para os partidos. Ora, tanto os partidos burgueses quanto as empresas jogam o mesmo jogo, defendem os mesmos interesses, se organizam pela mesma lógica: produzir lucro. O capital explora homens e mulheres, crianças e idosos, seria para ele a corrupção algo tão antiético assim? Que os paladinos do capital se esmerem em trazer à tona os melhores exemplos de sociedades capitalistas desenvolvidas e plenamente democráticas. Mas o fato é que lá também existem exploração, miséria, opressão.

Na democracia, a defesa da exploração e do lucro pode se dar de forma velada ou aberta. A reação da polícia contra os professores em Curitiba nada mais é que o poder repressivo do capital contra trabalhadores. O governador quer repassar remessas ainda maiores para o capital especulativo, usando para isso o fundo de pensão dos trabalhadores da educação. Não se trata de uma truculência arbitrária, se trata de luta de classes. Ela segue viva. A brutalidade da burguesia não adormece ou se acalma com o tempo. Em agosto de 2012, 34 trabalhadores de uma mina de exploração de ouro da África do Sul foram assassinados pela polícia. O crime: lutar por aumentos salariais contra a mineradora britânica Lanmin. Trabalhadores que moravam em barracões de zinco lutavam para que uma empresa que fatura bilhões lhes pagasse um pouco mais e foram mortos por isso. Esta é a lógica do capital, no Brasil, África do Sul, Estados Unidos ou Noruega, as variações são apenas as tonalidades de tinta que compõe um mesmo quadro.

As leituras que apresentam fragmentos da realidade, desconsiderando o materialismo dialético de Marx e Engels são incapazes de promover qualquer mudança real. Somente uma revolução proletária pode romper com o capitalismo. E como afirmou outro herói mundial do proletariado, Lênin, sem teoria revolucionária não há prática revolucionária. Marx, além de participar diretamente das lutas proletárias de seu tempo, tendo sido duramente perseguido por isso, é o criador da teoria revolucionária do proletariado. A ele, o proletariado e seus aliados em redor de todo o mundo rendemos neste 5 de Maio de 2015 nossa homenagem. E reafirmamos solenemente nosso compromisso de luta pelos mesmos ideais pelos quais lutou em toda sua vida.

Viva o 5 de Maio!
Viva Karl Marx!
Venceremos!

 


 

 




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