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O reformismo e a contrarrevolução

 

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A derrubada do Muro de Berlim não constituiu uma derrota de natureza puramente política para o proletariado. Com todas as críticas que devemos manter ao processo de construção do socialismo na União Soviética e na Europa do Leste, principalmente a partir da era Kruschev, a destruição do muro simboliza uma derrota geral do proletariado mundial. Só não veem tal fenômeno os tomados por cegueira religiosa, pandemia mais observável no campo trotskista.


Um dos aspectos mais tenebrosos desta derrota, e mil vezes ampliado a partir da mesma, é a guerra de descrença que a mídia e a academia burguesas desencadeiam contra o marxismo. Do lado da extrema direita, voltou a toda carga a demonização do marxismo leninismo e do comunismo, firmemente apoiada na apologia direta e/ou indireta ao fascismo. No campo pequeno-burguês, a academia abriu prazerosamente suas largas portas ao velho e bom reformismo, agora fantasiado de gramscianismo. Sendo o marxismo a única e verdadeira proposta política revolucionária do proletariado, fica, então, a pergunta: se é contra o marxismo, é a favor de quem? Das demais classes da sociedade capitalista, a saber, da burguesia e da pequena burguesia. É este o verdadeiro caráter de classe do reformismo: burguês.

Mais uma vez, a História mostra o caráter contrarrevolucionário do reformismo. Há reformistas sérios e comprometidos com o proletariado? Sim, sem dúvida, mesmo que relativamente poucos. Mas para sermos consequentes, temos que combater o reformismo – enquanto pensamento e enquanto política – como aquilo que ele realmente é: uma força contrarrevolucionária.

 


 

 




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